terça-feira, 9 de setembro de 2008

“O Sofrimento dos filhos de Deus”

É triste ver aqueles que professam pertencerem aos arraiais de Cristo e, conseqüentemente, crer na Bíblia, negarem algumas verdades fundamentais do Cristianismo. Dentre as tantas negadas nestes nossos dias, uma das de mais ampla extensão, senão a de maior é a negação da legitimidade de um crente verdadeiro passar por sofrimentos, especialmente de ordem física.

 

Muito têm se dito sobre o suposto direito que um crente tem diante de Deus, reivindicando o mesmo para não aceitar problemas no casamento, de ordem econômica, enfermidades e desemprego. Enquanto os teólogos do passado se deleitavam em pregar e escrever sobre os decretos de Deus, os “teólogos” de hoje só têm a dizer sobre “os decretos do crente”. Na verdade, isto é um retrato do foco dos cultos modernos, ou seja, o culto teocêntrico foi trocado pelo culto antropocêntrico. Triste realidade!

 

Contudo, a despeito das reivindicações dos “profetas” modernos, a Bíblia no diz que “por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:22). A Bíblia não ensina que os crentes são imunes às aflições. Pelo contrário, a presença das mesmas na vida dos filhos de Deus e a ausências delas, muitas vezes, nas vidas dos ímpios, quase fez com que os pés do salmista vacilasse. “Os meus pés quase resvalaram; pouco faltou para que os meus passos escorregassem. Pois eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios. Porque eles não sofrem dores; são e robusto é o seu corpo. Não se acham em tribulações como outra gente, nem são afligidos como os demais homens” (Salmos 73:2-5).

 

O cristão não deve rejeitar o sofrimento como algo não vindo da parte de Deus, pois, ao contrário do que se ensina nos púlpitos modernos, eles nos foram decretados. “Para que ninguém seja abalado por estas tribulações; porque vós mesmos sabeis que para isto fomos destinados” (1ª. Tessalonicenses 3:3). Contudo, o filho de Deus não deve ter prazer ou alegria no sofrimento, pelo sofrimento em si, mas sim pelo propósito de Deus neste sofrimento. “O Senhor corrige ao que ama” (Hebreus 12:6), e com certeza, nas nossas adversidades, Deus está trabalhando com o nosso caráter, nos lapidando e nos conformando à imagem de Seu Filho. Mas, o que dizer daqueles que “não aceitam” tais sofrimentos? E o progresso espiritual que tais sofrimentos pretendiam produzir na vida destas pessoas? Talvez esta seja uma das razões de vivermos atualmente numa geração de crentes com um dos níveis mais baixos de espiritualidade e moralidade que já se viu na história da Igreja.

 

Portanto, que não desfaleçamos diante das tribulações (Efésios 3:13), mas, gloriemo-nos nelas (Romanos 5:3), sabendo que ela produz perseverança, transformações nas nossas vidas, e o mais importante, glórias a Deus. Que possamos ver nas nossas vidas e nas dos nossos irmãos os frutos da aflição. Que diante das provas e tribulações, possamos examinar o nosso coração, e colocar em ordem “a nossa casa”.

 

Enquanto muitos acusam os crentes atribulados de estarem em pecado, a Bíblia os chamam de bem-aventurados. “Eis que chamamos bem-aventurados os que suportaram aflições. Ouvistes da paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu, porque o Senhor é cheio de misericórdia e compaixão” (Tiago 5:11).

 

Que os falsos profetas e apóstolos bradem o que quiserem, o PROFETA de antemão já disse: “Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33).

 

Extraído: Felipe Sabino de Araújo Neto


Grupo de Intercessão 180dC

http://www.180dc.com/

sábado, 6 de setembro de 2008

Benção e Maldição

Tenho me preocupado com as palavras que saem da minha boca? Acredito que são apenas palavras ditas da boca para fora? Nossas palavras não tem importância?

Pois, palavras podem ser mais mortais que a arma mais evoluída do homem.

As palavras ditas no calor do momento, ou as que saem no chamado "sem querer", nada mais é do que o reflexo do nosso coração.

Mateus c15v18a "Mas o que sai da boca vem do coração,..."

No velho testamento encontramos vez ou outra DEUS mencionando sobre o valor das palavras, principalmente no que se refere a benção e maldição.

O primogênito, aguardava o momento em que seu pai lhe estendesse a mão e desse a benção, isto foi motivo de briga entre os gêmeos Esau e Jacó.
DEUS impediu que Balaão proferisse palavras de maldição contra Israel, e ainda diz "E quem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, será morto" Êxodo c21v17.
Em Êxodo c20v7, o terceiro mandamento, diz "Não tomaras o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão."
Noé, amaldiçoou a Canaã, praticamente uma profecia.

Temos demonstrado a importância e algumas conseqüências de palavras "mal-ditas".

Amaldiçoar, é o desejar mal ao outrem.
Palavras como "Tomara que morra", quando somos fechados no transito por um motorista que parece ter comprado sua carteira, ou por pessoas que cometem pecados aos nossos olhos horrendos, "Vai para o inferno", palavras que saem para indicar a distancia que se deseja da outra, e tantas outras coisas que não é nem preciso mencionar.
Fora isto temos também as situações em que qualificamos as pessoas, "Você é burro", "Inútil", "Deus me livre (sub-entendido "de você").
Para os desavisados de plantão, quarenta rapazinhos foram mortos por duas ursas, depois de terem zombado, chamando-o de "calvo", do profeta Eliseu, foram amaldiçoados por ele. Achou exagerado? Talvez você é quem devesse reavaliar as palavras que tem saido de sua boca.
O Senhor Jesus disse:"... e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo." Mateus c5v22
Estaria também o Senhor Jesus exagerando?

Não meus caros leitores, o que acontece é que a boca é o reflexo do coração. As palavras que proferimos, e as ditas no impulso, são as mais sinceras, porque não pensamos antes de falar, e despejamos aquilo que estava em nosso coração.
Quando temos tempo de pensar, analisar o que será dito, podemos medir melhor as palavras, e evitar estes danos. Mas, não poucas vezes, algumas palavras simplesmente saem, e palavra dita, é como a pedra lançada, não volta atrás.

Leia com atenção Mateus c12v33-37, "porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado."

Comece a fazer um check-up espiritual e trate do seu coração, para dele tirar palavras, que não sejam para maldição dos outros, e automaticamente nossa também.

Salmo c119v11 "Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.". Um ótimo conselho do salmista.

Provavelmente, você estará reavaliando o que tem saido de sua boca, pois as bençãos ou maldições que sobrevém sobre as pessoas e o nosso teto, está intimamente ligado as palavras que tem saido de nossas bocas.

Ao invés de se queixar e praguejar, contra a sua casa que não é mais bonita, seu filho que dá tanto trabalho, seu serviço que é muito difícil, seu vizinho que lhe estorva, seu parente que é a ovelha negra da familia, seu irmão em Cristo que não tem uma conduta condizente, dobre seus joelhos, e diante de DEUS, rogue bençãos, transformação e arrependimento.

Mas para isto é necessário que haja no nosso coração um bom tesouro, para que nossas palavras possam ser boas.

E lembre-se: "A BÍBLIA TEM RAZÃO"

Nilson Chagas
nilsonchagas@amados.com.br
http://amados.com.br/podcast
http://tempodesalvacao.blogspot.com/

Como posso criar um criminoso?

Como posso criar um criminoso?

A Bíblia nos ensina em Provérbios 22.6: "Ensina a criança no caminho que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele." A chefia de polícia de Houston, Texas (EUA), publicou as seguintes diretrizes irônicas sobre a educação de filhos:

Como posso conduzir meu filho a caminhos errados?

  1. Desde pequeno, dê ao seu filho tudo que ele deseja.
  2. Ache graça quando seu filho disser palavrões, pois assim ele ficará convencido da sua originalidade.
  3. Não lhe dê orientação espiritual. Espere que ele mesmo escolha "sua religião" depois dos 21 anos de idade.
  4. Nunca lhe diga que ele fez algo errado, pois isso poderia deixá-lo com complexo de culpa.
  5. Deixe que seu filho leia o que quiser... A louça deve ser esterilizada, mas o espírito dele pode ser alimentado com lixo.
  6. Arrume pacientemente tudo que ele deixar jogado: livros, sapatos, meias. Coloque tudo em seu lugar. Assim ele se acostumará a transferir a responsabilidade sempre para os outros.
  7. Discuta freqüentemente diante dele, para que mais tarde ele não fique chocado quando a família se desestruturar.
  8. Dê-lhe tudo em comida, bebida e conforto que o coração dele desejar. Leia cada desejo nos seus olhos! Recusas poderiam ter perigosas frustrações por conseqüência.
  9. Defenda-o sempre contra os vizinhos, professores e a polícia; todos têm algo contra seu filho!
  10. Prepare-se para uma vida sem alegrias – pois é exatamente isso que o espera!

Quem "educar" seus filhos dessa maneira, realmente deve esperar anos difíceis, pois a Bíblia diz em Provérbios 29.15b: "...a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe". Aquele, entretanto, que seguir a Palavra de Deus na educação, experimentará o que diz Provérbios 29.17: "Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma." (Norbert Lieth)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, abril de 1997.